"Rua do tamanho do Mundo"

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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Free Will

Gostaria de saber se alguem tem uma definicao de "livre arbitrio" que eu possa usar para uma pequena discussao?

Still searching... John C.

23 comentários:

Mat Kearney disse...
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John C disse...

Vamos comecar por examinar se o ultimo paragrafo (ou conclusao) faz sentido... sera' que o livre arbitrio tem tres aspectos (componentes)? Sera' que precisa dos tres elementos para ser verdadeira?

Analizemos cada um dos elementos independentemente. No primeiro argumento existe um pressuposto que devemos questionar: "era livre quando quis esta vida". Este pressuposto implica que "algo" que decide ou determina a nossa existencia fisica e' dificil de provar (ou compreender).

O segundo argumento parece verdadeiro mas nao necessita da primeira condicao para existir ou da terceira para dar sentido a esta vida.

O terceiro argumento e' um pouco como o primeiro assumindo que "algo" subrevives a nossa condicao humana. Sera' que estes "algos" sao o mesmo "algo"?

Em conclusao, livre arbitrio nao existe. E mais, o conceito livre arbitrio e' irrelevante para a condicao humana de acordo com o conceito exposto.

Assim... continuamos sem uma definicao que satisfaca...

Mat Kearney disse...
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John C disse...

No a very helpful comment... I will come back tomorrow.

Alguem para dar uma achega...

Teresa R. disse...

Pessoas muito inteligentes podem (normalmente é assim!) ter opiniões completamente opostas...senão muito conflito no mundo estaria resolvido...o que uma pessoa pensa, filosofa sobre, até acredita piamente nunca se pode considerar a pura verdade senão para ela própria..todos nós tentamos dar sentido á nossa existência...filosofar é bom mas tem que se dar campo a sentimentos diferentes, outras vertentes, other beliefs..
Acho que isso é a beleza da Filosofia versus diferentes filosofias...

mas quem sou eu para falar nisso??..lol
o que eu temo é que vocês comecem a falar bem e acabem mal...

more hugs

Mat Kearney disse...
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Mat Kearney disse...
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Teresa R. disse...

mantenham-se leves!...

more hugs

John C disse...

Honni soit qui mal y pense!

Mat Kearney disse...
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Mat Kearney disse...
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John C disse...

Como e' que Kafka, ou seja la' quem for, pode provar que "algo" conscientemente decidiu viver uma vida humana?

Acho que todos concordamos que o nosso livre arbitrio e' condicionado pelas leis da natureza (pela condicao fisica da nossa existencia). Mas ate' que ponto essas leis sao deterministicas.

No filme Dangerous Liaisons, John Malkovich tem uma frase que acho sensasional: "As for this present infatuation it wont last. But for the moment is beyond my control."
De uma maneira racional ele justifica o seu acto condicionado (determinado pela natureza). Assim nao tem livre arbitrio e nao pode ser responsabilizado pelos seus actos.

Como seres racionais (a maioria) nos controlamos (somos responsaveis) pelas nossas accoes. Mas nao so, temos a capacidade de explicar, compreender e justificar as nossas accoes. E' neste aspecto que o livre arbitrio tem razao de existencia.

I await with anticipation...

John C disse...

Pascal tambem disse: "If there is a God, he is infinitely incompreeensible, since, having neither parts, nor limits, He has no afinity to us. We are therefore incapable of knowing either what He is , or if He is..."

Como grande matematico sugeriu o seguinte: "You must wager. It is not optional. Which will you choose then?.. Let us weigh the gains and the loss in wagering that God is. Let us estimate this two chances. If you gain, you gain all; if you lose, you loose nothing. Wager, then, without hesitation that He is."

O que Pascal sugere e' que se nao "acreditarmos" num deus so' temos e' a perder. E como e' que se sabe que estou a dizer a verdade quando digo que acredito em deus? E em que deus devo eu "acreditar"?

Duvido muito que, seja la' quem for (inteligente ou nao), esteja preparado para responder a uma pergunta dessas com um simples sim ou nao. A maior parte de nos pensa e qualifica as nossas respostas particularmente quando se trata de conviccoes. Deixem-me dar um pequeno exemplo. No tribunal estas a ser interrogado(a) pelo advogado de acusacao. O teu bebe esta cheio de noduas negras. E ele pergunta-te: "Agora ja' nao bate ao seu filho - responda sim ou nao?" Como responder sem se incriminar?

Pascal, ao fazer a pergunta, presumes que nos sabemos os premios e penalidades do seu suposto deus, o que nao e verdade!

Keep it clean...

Mat Kearney disse...
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Mat Kearney disse...
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John C disse...

Certas pessoas pensao que e' socialmente aceitavel julgar outros sem aceitarem que tambem podem ser julgados. O mais interessante e' que pensao que sao muito espertos pelo facto de citarem terceiros nao lhes podem ser atribuidas nenhuma responsabilidade. O que pode ser e' que eles pensao que o insulto velado (indirecto) nao e' uma forma de julgar os outros. Isto e' o resultado de uma de duas possibilidades: Ou estao em delirio (no que diz respeito 'a intencao e consequencia das suas accoes); ou teem uma falha no seu desenvolvimento social (e precisao de compreender que os outros teem sentimentos e sentido de integridade que deve ser respeitado.

Quem pensa que tem o direito de sabotar o meio em que outros exprimem as suas opinioes, por ser incapaz de discutir e expor argumentos de uma forma civil, age como um fundamentalista.

Get a grip...

Mat Kearney disse...
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John C disse...

Esse e' o problemas daqueles que pensao que (ou tentam obter) perfeicao ou uma verdade universal. Negam-se, e querem negar aos outros, uma existencia humana, pois consideram a nossa existente imperfeita (que nao merece ser vivida com alegria). As observacoes de Confucio nao se aplicam a toda a gente e, como ele diz, sao tendencias que, com o devide calibre moral e etico podem ser controladas (ou mesmo eliminadas).

A realidade e' que existem conceitos eticos e maneiras de nos conduzirmos socialmente que promovem tolerancia e respeito (e que temos o direito que seja retribuido). Para comecar se "virmos e tratarmos" os outros como iguais, temos uma chance maior de construir uma sociedade mais equilibrada (e justa).

A lesson to be learned...

Mat Kearney disse...
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John C disse...

Luis, se quiseres dar-me uma lista de todos os autores que gostas, fa'-lo. Depois talvez seja interessante saber a tua interpretacao e opiniao sobre os varios assuntos que debatemos.

Joao

Mat Kearney disse...
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John C disse...

Sim, mas comeca um post novo. Espero ansiosamente a tua opiniao.

Um abraco...

Mat Kearney disse...
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